

PEQUIM
(Nika Florence)
Papel de arroz
Sexo ascético
Portas corrediças
Lanternas vermelhas
Laca brilhante
Chá de jasmim
Era assim
Pequim.
Amo?
Amo!
Amo.
Amo,
"Amo"
Amo...
(Amo?)
Carpe Diem. Amo vocês.
Minha ausência teve poucos motivos e muitas justificativas. Mas, realmente, é difícil retomar o ritmo (ainda mais que agora me aproximo de um pseudo-recesso)!
Mas é isso. Estou em reformas para aprender a melhor me atender. Aguardem mudanças aqui.
Eu, pelo menos, estou as aguardando ansiosamente.
Carpe Diem. Amo vocês.
Um palco vazio.
Esse palhaço aqui é todo maquiagem, cabelo e pantomimas.
Métrica perfeita. Rimas precisas. Piadas sagazes.
Malabares. Pirofagia. Acrobacia.
Eis que alguém entra no teatro, para pegar algo que esqueceu lá. E o nosso artista se esconde com embaraço.
Um palhaço tímido?
Inútil.
Carpe Diem. Amo vocês.
Recebi essa mensagem há muito tempo, como um depoimento do querido amigo Álvaro.
Talvez nem ele se lembre disso.
"Machado,
Achei estranho seu jeito outro dia (...). Diferia da leveza habitual.
Parecia muito com a sua foto sombria (...), mas como seu duplo negativo. Enquanto a foto é sombria e nela você parece leve (essa é a palavra); (...) você estava em um meio iluminado e barulhento e parecia sombrio.
O mal das sombras é que nelas só podemos imaginar como seriam as formas, que podem ser diferentes vistas sob a luz.
Espero que você sempre possa retornar rápido dessas sombras, lembrando apenas de lançar um pouco de luz nessas formas que parecem estranhas.
Sua leveza é importante para muita gente.
E prezo muito a sua amizade."
Nunca esqueci do conselho, Cirne.
Mas você há de admitir que, às vezes, é complicado.
Carpe Diem. Amo vocês.
“Toda criança é artista. O problema é como permanecer artista depois de crescer.”
-Pablo Picasso
Honra. Companheirismo. Curiosidade. Consciência do mundo.
Rousseau à parte - Não trato do bom-selvagem. Nunca lhe ocorreu a impressão de que aprendemos e em seguida desaprendemos a nutrir esses valores?
Não há nada mais adulto do que embrutecer. E talvez por isso as crianças insistam em permanecer sendo o que são:
Crianças.
E sendo assim,elas tornam-se nossas maiores mestres.
Nadar. Desenhar. Cair. O maior segredo nessas artes é nunca ter parado de desenvolvê-las. Mas nos sabotamos, com a idéia de que há o risco do afogamento; que desenhar não é p'ra gente grande; E que cair é sinônimo de derrota.
Quem pensa que crianças não agem de forma séria, decerto nunca contrariou uma.
Nós não precisamos ensinar às crianças como cuidar do planeta. São elas que nos ensinarão. Questionando. Contestando. Batendo o pé.
E ensinando a lição. Tão simples que enrubesce as faces de quem a ouve:
“Lembre-se de nunca esquecer-se.”
Carpe Diem. Amo vocês.
Para além da culpa, uma cegueira que imprime um sentimento lúgubre. Um afastamento e aproximação de alegrias e tristezas correndo em senóide. E ainda não sei o que os extremos querem dizer.
Estou despido de sentido. Em direção a uma direção qualquer.
“Corra! Siga em busca de algo! Que doa, se for preciso.
E faça com que o prazer demore... Mas chegue.”
Fuja do obviamente bom. Ou o abrace, se alcançar gozo dali.
Excite-me enquanto eu a ignoro.
Desejo. Gemo. Agarro. Exalo. Mordo.
Mas cinco sentidos não me bastam. Se fossem treze, também não me bastariam.
Porque não há nada mais humano do que buscar velhos prazeres.
E querer novos pecados.
Carpe Diem. Amo vocês.
Eu não me tenho. Eu não me alcanço. Reiteradamente me despercebo.
Sou alvo fácil. Estou nas mãos. À mercê do motivo para as próximas lágrimas.
Eu vou e volto. Penso ter percorrido todo o caminho.
Sendo assim, por que não me encontro?
As belas notas vindas de um piano. Os quase-sempre tristes acordes de um violino.
Estaria eu neles? Ou é com eles que eu fujo?
Apercebo-me do imperceptível. Ora imperceptível de tão tênue.
(Ora imperceptível de tão inexistente.)
É quando preciso de um sorriso que você ri de mim?
É quando quero você por perto que você vem escarnecer-me?
Sublime. Feroz. Por ora, necessária.
É assim que tua ausência me chega.
Carpe Diem. Amo vocês.
Eis que o instinto ruge. E uma vontade surge.
A vontade de correr com minha matilha. Aquela antiga, tanto a matilha quanto a vontade. À qual os riscos não se calculavam. Nem a matilha nem a vontade.
Subir e descer por aquele antigo campo, nosso elemento. Voltar a farejar os mesmos aromas de outrora. Hoje mesmo, não haveria prazer maior se eu voltasse às ruínas e encontrasse os mesmos lobos. Se engalfinhando, a brincar as mesmas brincadeiras de outrora.
Que bom seria se eles parassem tudo o que estivessem a fazer quando me vissem! E lançassem aquele olhar, tão característico e tão genuíno e do qual sinto tanta falta!
Aquele que diz: "Lógico que sentimos saudade!
Só que não aguentamos esperar tanto."
E seria bom. Tocar o chão e sentir o vento é diferente sem vocês. E é diferente com vocês.
E caçaríamos. E voaríamos baixo. E assustaríamos os mesmos seres de outrora com nossas táticas, caóticas e intrincadas, mas que sempre funcionavam.
E anoiteceria. E é aí que seria melhor ainda. Porque uivaríamos. E morderíamos. E sangraríamos.
E quando chegasse a hora de dormir, fugiríamos do frio... juntos.
(Uma borboleta no chão. Corro em direção a ela.)
E o instinto desse velho lobo finge, com sucesso, que não há mais saudade alguma.
Carpe Diem. Amo vocês.
Uma tormenta me aflige. Ainda aguardo a contagem de sobreviventes.
Um sentimento que beira o nominável, embora não seja. Uma exasperada fuga de sentido. Uma tétrica ausência de alguma coisa. Algo que relaxa quando contrai, e aflige quando expande. Que não sabe se é da ordem do tangível. Mas que também nutre o medo de qualquer e iminente toque.
Que peca por excesso.
E tarda ao vir em tempo real.
Chega. Eu não consigo mais. Permito e espero encarecidamente que qualquer coisa me atinja. Qualquer coisa mesmo.
(E relaxa quando contrai. E aflige quando expande.)
Faço o que posso fazer: sento em lótus. Acendo um cigarro. Me evado do niilismo que a solidão força e sorrio ao fitar as estrelas.
Afinal, não há naufrágio que se preze que não comece com a esperança de um resgate.
Carpe Diem. Amo vocês.
Ato V: Pathos-Excesso
Semear um
sorriso teu
é conquistar
uma pequena vitória.
(E o que tu vais saber disso?
Nada.)
Tê-la em meu
universo onírico
Faz-me acordar
aos suspiros.
(E quando te contarei meus sonhos?
Nunca.)
Sofro menos
ao te manter alheia.
Tu não traz empecilho
ou interdição.
(Quão equívoco
o radical latino...)
Não faz-se mister
haver outro,
além de mim.
nessa relação.
(Nutro paixão aqui
para dois.)
Não há sofrimento
Quando não há
dor provinda
de repulsa.
(Ignorância empalidece
qualquer negação.)
Tu és alvo.
Não há retorno.
Te acompanho
sem perseguir.
(E sem pesar,
obedeço ao pronome:
Minha paixão por ti
é minha.)
Carpe Diem. Amo vocês.
Enquanto eu trabalhava hoje, ouvi meu telefone tocando. Era o alarme. E o que me estranhou era o nome do evento:
“Dia de Bruxa solta.”
Isso não é incomum de minha parte - Criar feriados pessoais para serem lembrados nos outros anos, como o “Dia em que Achei que Deus Morreu”, o “Dia Municipal da Preguiça”, ou ainda o “Dia do 'Freneticamente'”, dentre tantos outros. E também não é incomum que eu anote desorganizadamente essas datas numa agenda, justamente para recordá-las.
Mas, dessa vez, minha memória pregou-me uma peça. Porque não me recordo nem a pau que dia seja esse.
Ainda consultei um calendário. Dia 8 de setembro de 2007 era um sábado. Recordo de onde ou com quem eu poderia estar... mas nada. Nem uma fagulhinha.
Seria recalque? Motivos não faltariam. Afinal, setembro de 2007 foi um mês como poucos. E um mês que eu não queria que fosse mais. Enfim.
Como vocês podem ver, foi um dia tão de-Bruxa-solta que, nem p'ra ser lembrado, ele me veio cooperar.
Paciência. Vou comemorá-lo todos os anos.
Ele fez por merecer.
Carpe Diem. Amo vocês.
Ensaio.
Erro.
Eu.
Toco.
Tez.
Tu.
Esqueço.
Exijo.
Ele.
Noite.
Nua.
Nós.
Venha.
Vida.
Vós.
Espelho.
Excita.
Eles.
Carpe Diem. Amo vocês.
-Cara, você já leu esse livro?
-Li, sim.
-Que viagem, n'é? Nunca alguém poderia ser daquele jeito...
-Como assim?
-Aquela felicidade toda? Com coisas tão bestas?
-Não vi viagem nenhuma naquilo... Até achei muito verossímil.
-Ah, pelo amor de Deus! Só sendo ficcional p'ra conseguir aquilo tudo que ele conseguiu!
-Bicho... posso ser sincero?
-Fala.
-Você não entende como é ser feliz daquele jeito porque você é mesquinho, medroso, desonrado, preguiçoso, pessimista, repressor, antiquado... E... E... Quer saber de uma coisa?!
-O que é?
-Com a vida que leva, quem merecia ser ficcional aqui era você!
[...]
Carpe Diem. Amo vocês.
Atualmente, a vida tem sido engraçada. Dia desses, surgiu um bichinho que ainda acredita que pode descobrir todos os segredos do Universo com uma ferramenta que ele mesmo criou.
"Ciência", salvo engano.
É divertido porque ele tem uma dúvida, mas a dúvida tem que caber na ferramenta. E a resposta também, agradando ou não. E o bichinho posa de satisfeito, porque conseguiu o reconhecimento dos bichinhos perto dele.
Eu nunca havia rido tanto desde aquele dia em que flagrei mariposas querendo aprender álgebra contando o bater de suas asas...
[Desculpe, Clóvis. Gostei tanto do que escrevi (5 minutos depois de ter acordado, vale salientar) que resolvi publicar. E muito obrigado pela simples e poderosa fagulha de inspiração que me deste de presente.]
Carpe Diem. Amo vocês.
“Se não fosse por sua maturidade, nada disso teria acontecido. Se não fosse pela sua sabedoria vinda com os anos, eu não me controlaria. Se não fosse por minha atenção dada, você não seria bem-sucedido e se não fosse por mim, você nunca teria investido tanto.
Você é essencialmente um empregado e eu gosto de ter você dependendo de mim. Você é como meu protegido e um dia você dirá que aprendeu tudo o que sabe comigo. Eu sei que você depende de mim como um jovem faria com um guardião. Eu sei que você me sexualiza como um jovem faria. E eu acho que gosto disso.
Qual parte da história foi reinventada e qual parte varrida para sob o tapete? Qual parte da tua memória é seletiva e tende a esquecer? O que há com essa distância que a torna tão óbvia?
Apenas certifique-se de que você não falará de mim. Em especial aos seus familiares. É melhor guardar isso para nós mesmos e não contar a nenhum dos nossos.
Queria poder contar ao mundo, porque você será algo lindo quando estiver devidamente pronto. Queria casar contigo um dia, se você ficar atento ao seu peso e manter seu corpo firme.
Oh, isso pode ficar confuso, mas você não parece se importar. Não conte a ninguém e se omita desse suposto crime.
Vamos acelerar para alguns anos depois e ninguém saberá além de nós dois. E eu terei honrado seu pedido por silêncio. E você sairá disso com as mãos limpas.”
[Alanis Morissette - Hands Clean]
Carpe Diem. Amo vocês.
Era quarta-feira de manhã. Um horário insuportável para se estar acordado, mas... fazer o quê? De certa forma, isso tudo era opção nossa. Dentro dos nossos limites, mas mesmo assim uma opção nossa.
Quando a Professora “sugeriu” que todos nós deveríamos desenhar nossas Mandalas como atividade acadêmica. O máximo possível, até a conclusão do semestre. Como era de praxe naquela Cátedra, no mínimo umas sete opiniões diferentes surgiam sobre a mesma coisa.
Passado o rebuliço, a Professora ainda disse mais: que, para uma interpretação eficaz da Mandala, faz-se-ia necessário um tipo específico de bastão, que deixava não apenas cores, mas também padrões e texturas específicos de acordo com os sentimentos impressos na Mandala.
Outro rebuliço.
Até mesmo porque ninguém nem sabia do que se tratavam esses danados desses bastões, muito menos onde se encontravam.
Quando ela levantou a mão e trouxe uma idéia. Óbvio que a idéia seria dela! Mandalas, Florais e quase tudo aquilo que nós ocidentocentristas chamamos de “alternativo” - Era nisso que ela mantinha o seu foco. Como mulher, mãe e psicóloga.
Ela não apenas sabia onde se vendiam, como disse que faria uma pesquisa de preços e sugeriu que nós todos déssemos o dinheiro a ela, que então se encarregaria de comprar e nos entregar à próxima aula.
E assim o fizemos. E graças a ela nossos círculos feitos com pratos puderam fazer sentido.
E é assim que eu vou me lembrar dela. Trazendo cores, texturas e sentimentos aos nossos dias.
Muito obrigado, querida Mônica. Por sempre colorir nossas mandalas. Por ter sorrisos para quem precisasse de um. Pelos carinhos dados e recebidos. Pela total ausência de litígio. Por ser mulher, mãe e psicóloga para quem precisasse de qualquer uma das três.
E desculpe-nos pelas lágrimas. Ainda acreditamos que a carne é tudo. E queremos teimar em acreditar que agora você estará ausente. Por sua conta, nossas Mandalas perderão cores... para ganhar outras.
Não vou ficar triste porque não te abracei quantas vezes eu quis.
E, sim, felicíssimo. Porque te abracei quantas vezes eu pude.
Não se esqueça da gente.
"Amiga, sempre disponível para ajudar , animada para qualquer parada junto com a galera. O restante cabe aos outros falar....
Só sei que.......
Viver é ter a certeza de que nada
acontece por acaso, é ter consciência de que
o que você fizer hoje, poderá fazer toda
a diferença em sua vida amanhã.
Saber que o importante não é estar aqui
ou ali, mas ser.
E ser é uma ciência delicada feita de
pequenas e grandes observações do cotidiano
dentro e fora da gente.
Se não executamos essas observações, não
chegamos a ser; apenas existimos e
desaparecemos.
Não permita que isso aconteça com você !
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim... Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível...
E que esse momento será inesquecível...
Quero sempre poder ter um sorriso estampando meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre...
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero, um dia,
poder dizer às pessoas que nada foi em vão...
Que o amor existe,
que vale a pena se doar às amizades,
às pessoas,
que a vida é bela sim,
e que eu sempre dei o melhor de mim...
e que valeu a pena!"
Carpe Diem. Amo você(s).
Teu amor
é uma bela canção.
Com o arquivo corrompido.
Teu amor
é um roteiro genial.
Que foi parar em Hollywood.
Teu amor
é um Stradivarius.
Sem cordas.
Teu amor
é uma tarde em Veneza.
Comigo morando no Camboja.
Teu amor
é balé.
Num campo minado.
Teu amor
é a libertação.
Por Habeas Corpus.
Teu amor
é a glória.
De um governo autocrata.
Meu amor:
Um amor como o seu...
Eu dispenso.
Carpe Diem. Amo vocês.