sexta-feira, 19 de junho de 2009

Morfeu.

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Now playing on iTunes: Paul McCartney - The Lovely Linda
via FoxyTunes



De acordo com Freud, não há nenhuma novidade psíquica nos sonhos. São manifestações/latências de caracteres pessoais, por assim dizer. Visões das relações/conflitos do consciente/inconsciente, resultantes de vivências do sujeito, depositadas nas estruturas da alma/mente (O excesso das barras é premeditado. Falar sobre Psicanálise p'ra mim sempre é pisar em ovos).

Sem contrariar os psicanalistas de plantão... mas não é formidável como se é possível aprender ou criar através do que sonhamos?

Os senhores certamente já devem ter se deparado com uma situação dessas. Acordar com algo completamente novo, vindo completamente de material onírico?

No meu caso, já saíram poemas, letras de canções, marchinhas de Carnaval (?), excertos de textos... Paul McCartney trouxe Yesterday, a canção mais reproduzida de todos os tempo, de um sonho. Chico Buarque cria cidades, jogadas de futebol e já compôs canções (que ele inclusive não atribui à própria lavra... já creditou ao seu falecido bisavô e até mesmo a Zeca Pagodinho!).

Talvez isso nem mesmo contrarie qualquer escola de pensamento do inconsciente. Alguém já deve ter refletido ou dissertado sobre o fato. O que não torna tal fenômeno menos interessante.

Também não estou falando que isso tudo surja do nada. Até mesmo porque, puxando a sardinha p'ro lado de Lacan, todo o conteúdo manifesto possui um lugar subjetivo. Nem que seja um bicho com cinco pernas e cabeça cor-de-rosa. A linguagem consegue abarcar a demanda do "necessito, por mais obscuro que seja, definir o que vi".

E quanto aos senhores? Já tiveram essa oportunidade de criar através de um sonho? Já se frustraram ao acordar e não lembrar de nada?

A dica que dou é fazerem o que sempre faço: dormir com um bloquinho e caneta sempre perto da cama.


Carpe Noctem. Amo vocês.

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