
Mesmo sabendo o dano que causaria, atrevi-me a reler velhas cartas. As suas.
E surpreendeu-me o quanto de nós ainda há nelas. Da leveza das raras e geniosas cartas de um criptografado amor. Ao peso das missivas de lamentação pela manutenção de um amor insustentável.
Ainda está tudo lá. E remanesce.
O que isso quer me fazer inferir? Que houve prazer? Que houve dor? Que não morreu?
O filme era maravilhoso, mas mas atipicamente o largo pela metade. Não estou concentrado o suficiente para passar duas horas fazendo a mesma coisa. Passar duas horas em frente à mesma trama.
O silêncio e a bagunça do quarto não me ajudavam. Lembrava da sua voz. Engraçado que, aos primeiros dias, eu voltava para casa e não conseguia lembrar da tua voz. E agora, ela insiste em me falar o que disseste. E o que não disseste. E o que eu queria que você quisesse dizer. E o que acredito que estava na iminência de ser dito.
Volto o filme – Dessa vez, o meu. Ouço novamente a música que cantaste despretensiosamente ao meu lado, e que tanto me encantou e me revelou tanto de ti.
E lembro tanto da gente. Adoro brincar do doloroso jogo de pensar o que aconteceria se eu dissesse “isso” em vez de “aquilo”. Ou se eu não dissesse “aquilo”. Brinco até doer e paro.
Volto ao filme – Dessa vez, o que eu estava a ver antes. E desisto dele, pelo menos para as últimas horas. E percebo que a coisa em que quero passar duas horas é a minha angústia. A trama em que pretendo passar pelo menos duas horas me debruçando é a minha.
Releio algo que escreveste e imagino ser para mim, ou pelo menos, sobre mim. E cada releitura revela algo novo que imagino ser desses jaezes. O banquinho pareceu-me óbvio. E as outras milhares de coisas que tenho registradas com a minha, a sua ou nenhuma caligrafia, que me contribuem para alimentar esse sentimento.
(Por que nenhum sentimento me ajuda nesses momentos?)
Questiono-me sobre defasagens. Se minha leitura ou tua escrita foram deslocadas de contexto...
E a ficha cai.
E concluo.
"Pouco importa."
Nada do que faço ou penso ou doo ou angustio fará sentido.
Se saber se eu existo parece não lhe competir mais.
E surpreendeu-me o quanto de nós ainda há nelas. Da leveza das raras e geniosas cartas de um criptografado amor. Ao peso das missivas de lamentação pela manutenção de um amor insustentável.
Ainda está tudo lá. E remanesce.
O que isso quer me fazer inferir? Que houve prazer? Que houve dor? Que não morreu?
O filme era maravilhoso, mas mas atipicamente o largo pela metade. Não estou concentrado o suficiente para passar duas horas fazendo a mesma coisa. Passar duas horas em frente à mesma trama.
O silêncio e a bagunça do quarto não me ajudavam. Lembrava da sua voz. Engraçado que, aos primeiros dias, eu voltava para casa e não conseguia lembrar da tua voz. E agora, ela insiste em me falar o que disseste. E o que não disseste. E o que eu queria que você quisesse dizer. E o que acredito que estava na iminência de ser dito.
Volto o filme – Dessa vez, o meu. Ouço novamente a música que cantaste despretensiosamente ao meu lado, e que tanto me encantou e me revelou tanto de ti.
E lembro tanto da gente. Adoro brincar do doloroso jogo de pensar o que aconteceria se eu dissesse “isso” em vez de “aquilo”. Ou se eu não dissesse “aquilo”. Brinco até doer e paro.
Volto ao filme – Dessa vez, o que eu estava a ver antes. E desisto dele, pelo menos para as últimas horas. E percebo que a coisa em que quero passar duas horas é a minha angústia. A trama em que pretendo passar pelo menos duas horas me debruçando é a minha.
Releio algo que escreveste e imagino ser para mim, ou pelo menos, sobre mim. E cada releitura revela algo novo que imagino ser desses jaezes. O banquinho pareceu-me óbvio. E as outras milhares de coisas que tenho registradas com a minha, a sua ou nenhuma caligrafia, que me contribuem para alimentar esse sentimento.
(Por que nenhum sentimento me ajuda nesses momentos?)
Questiono-me sobre defasagens. Se minha leitura ou tua escrita foram deslocadas de contexto...
E a ficha cai.
E concluo.
"Pouco importa."
Nada do que faço ou penso ou doo ou angustio fará sentido.
Se saber se eu existo parece não lhe competir mais.
Carpe Diem. Amo vocês.
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