
O que seriam envelopes hoje não guardam nada, nem se endereçam a ninguém.
O que seriam cartas são, hoje, folhas em branca.
As palavras se diluem. Perdem força e ganham prosaísmo demais.
As letras que, juntas em suas variações, diziam “Eu amo você” agora têm de servir p’ra recados, receita de bolo, outdoors e anotação de compromissos.
[Além, é óbvio, da poesia carente de alegria.]
Até a tinta se sente sub-utilizada. “Já deixei marcas mais bonitas”, ela diz.
E eu não tenho coragem de negar.
Carpe Diem. Amo vocês.