Aquieta-me o peito o anseio ímpar. Revela-me o contraditório novo do não-novo ter. Do não-novo tê-la.
E, nisso, flutuo. E ao sabor de vento, maré e lua, o leme por vezes esquiva ao controle. E por nunca a jornada ter sido tão longeva, desconhecia os destinos possíveis. A vastidão de tal pélago. As tempestades e calmarias dum não-novo ter que nunca havia dado a volta ao planeta. Nunca presenciara a plenitude de todas as luas, tampouco o frescor e intempéries de todas as estações.
Prenhe de honestidade — ainda há frialdade à frágua. Ainda haverá expiação ao tirocínio. Mas ainda há, e muita, a convicção da posição tomada. Dos sins e nãos proferidos.
E percebo, sorrindo, desse não-novo tê-la a tendência a sê-lo ainda mais não-novo. E, disso, a obtenção de força e acalento tão caros à conquista dessa prosaica e quotidiana cruzada, chamada felicidade.
Brasileiro que, na verdade, não possui tema. Fala de política, ódio, surto, paixão, arte e crítica social com a mesma naturalidade. Resultado de episódios criativos (ou não), mas totalmente sinceros, mantendo as devidas omissões. O blog é a versão virtual de um caderno preto que estava sempre à mão de quem quisesse - e era esse o segredo para que ele fosse lido por poucos. Como essa e todas as obras, é e não é ficcional. Lembre-se: mesmo um bilhete de um suicida tem seu tempo de obra autobiográfica.